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terça-feira, 19 de junho de 2012

Salvador lidera ranking do número de celulares no país

Média é de quase dois aparelhos por pessoa; economia é a justificativa


17.06.2012 |

Helane tem duas mãos, dois ouvidos e... quatro celulares! Os dados mais recentes da Agênci Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontam que cada soteropolitano tem, em média, dois celulares. Mas a jornalista Helane Carine Aragão acha pouco e comprou quatro, um de cada operadora. E garante que economiza com isso.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Sugestão de nota: ABAPAA - Reunião Mensal Junho/2012



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Associação Baiana de Pais e Amigos de Crianças com Alergia Alimentar
Bianca Gouveia
Presidente
 * * *
Clip Assessoria de Comunicação

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Acontece nesse domingo (19) Caminhada EU NÃO POSSO TOMAR LEITE

Acontece nesse domingo, 19 de junho, a partir das 8h, com saída no Foral da Barra, a Caminhada EU NÃO POSSO TOMAR LEITE. A movimentação pacífica, tem como objetivo divulgar a alergia alimentar e chamar a atenção da sociedade para a problemática da dispensação das fórmulas alimentares especiais que as crianças com esta condição necessitam.

Camisetas e bonés da campanha serão trocadas no local por brinquedos e/ou alimentos não perecíveis que serão doados ao Projeto Kirimurê (http://www.projetokirimure.blogspot.com) no dia da caminhada. O evento tem apoio da ABAPAA – Associação Baiana de Pais e Amigos de Crianças com Alergia Alimentar

Histórico - No dia 01 de junho comemora-se o dia internacional do leite – Word Milk Day – uma iniciativa da FAO e das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura com o objetivo de divulgar a importância e os benefícios do consumo do leite. Cerca de 6% das crianças no Brasil apresentam alergia ao leite de vaca e muitas não têm acesso digno ao recebimento das fórmulas.

 Ao ingerir o leite de vaca, a criança alérgica pode apresentar diversos sintomas indesejados podendo evoluir até ao óbito, a depender da gravidade. Entre os sintomas temos: diarréia com sangue, distensão abdominal, vômito, dermatite, urticária, inapetência, déficit de crescimento, anafilaxia. O único tratamento para a alergia alimentar é a dieta de restrição do alimento que causa os sintomas para a criança e para a mãe, se ela ainda estiver amamentando. A fórmula especial para a criança pode custar entre R$100,00 a R$600,00 a lata de 400g.
As crianças com alergia alimentar que não podem ser amamentadas necessitam dessas fórmulas especiais para garantir uma nutrição adequada. A maior dificuldade encontrada está relacionada à aquisição deste tipo de produto devido ao seu elevado custo. E na maioria das vezes é preciso recorrer ao Estado para garantir o fornecimento. Mas a burocracia e falta de comprometimento de muitos governantes tolhem o direito constitucional dessas crianças. O direito de todo cidadão brasileiro de ter a sua saúde e o seu alimento garantido.

Serviço:
O que: Caminhada Eu não Posso Tomar Leite
Onde: Farol da Barra – Salvador/Ba
Quando: 19/06/2011
Horário: 08hs

Informações:
(71) 9200-2016  


* * *
Clip Assessoria de Comunicação
Helane Carine Aragão
Jornalista responsável

Acontece nesse domingo (19) Caminhada EU NÃO POSSO TOMAR LEITE

Acontece nesse domingo, 19 de junho, a partir das 8h, com saída no Foral da Barra, a Caminhada EU NÃO POSSO TOMAR LEITE. A movimentação pacífica, tem como objetivo divulgar a alergia alimentar e chamar a atenção da sociedade para a problemática da dispensação das fórmulas alimentares especiais que as crianças com esta condição necessitam.

Camisetas e bonés da campanha serão trocadas no local por brinquedos e/ou alimentos não perecíveis que serão doados ao Projeto Kirimurê (http://www.projetokirimure.blogspot.com) no dia da caminhada. O evento tem apoio da ABAPAA – Associação Baiana de Pais e Amigos de Crianças com Alergia Alimentar

Histórico - No dia 01 de junho comemora-se o dia internacional do leite – Word Milk Day – uma iniciativa da FAO e das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura com o objetivo de divulgar a importância e os benefícios do consumo do leite. Cerca de 6% das crianças no Brasil apresentam alergia ao leite de vaca e muitas não têm acesso digno ao recebimento das fórmulas.

 Ao ingerir o leite de vaca, a criança alérgica pode apresentar diversos sintomas indesejados podendo evoluir até ao óbito, a depender da gravidade. Entre os sintomas temos: diarréia com sangue, distensão abdominal, vômito, dermatite, urticária, inapetência, déficit de crescimento, anafilaxia. O único tratamento para a alergia alimentar é a dieta de restrição do alimento que causa os sintomas para a criança e para a mãe, se ela ainda estiver amamentando. A fórmula especial para a criança pode custar entre R$100,00 a R$600,00 a lata de 400g.
As crianças com alergia alimentar que não podem ser amamentadas necessitam dessas fórmulas especiais para garantir uma nutrição adequada. A maior dificuldade encontrada está relacionada à aquisição deste tipo de produto devido ao seu elevado custo. E na maioria das vezes é preciso recorrer ao Estado para garantir o fornecimento. Mas a burocracia e falta de comprometimento de muitos governantes tolhem o direito constitucional dessas crianças. O direito de todo cidadão brasileiro de ter a sua saúde e o seu alimento garantido.

Serviço:
O que: Caminhada Eu não Posso Tomar Leite
Onde: Farol da Barra – Salvador/Ba
Quando: 19/06/2011
Horário: 08hs

Informações:
(71) 9200-2016  


* * *
Clip Assessoria de Comunicação
Helane Carine Aragão
Jornalista responsável

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Caminhada "EU NÃO POSSO TOMAR LEITE"


No dia 01 de junho comemora-se o dia internacional do leite – Word Milk Day – uma iniciativa da FAO e das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura com o objetivo de divulgar a importância e os benefícios do consumo do leite.
 
Por isso, nesse mês de junho, A ABAPAA – Associação Baiana de Pais e Amigos de Crianças com Alergia Alimentar – aproveitará para chamar atenção para a situação inversa, onde não se pode consumir este alimento, o que vem se tornando um problema cada dia mais comum: a alergia ao leite de vaca.
 
Em virtude disso, no dia 19 de junho, acontecerá uma caminhada pacífica, com o objetivo de divulgar a alergia alimentar e chamar a atenção da sociedade para a problemática da dispensação das fórmulas alimentares especiais que as crianças com esta condição necessitam.
 
Estamos à procura de parceiros que apóiem a nossa causa, que ajudem na realização da caminhada através da divulgação e/ou apoio financeiro para a produção das camisetas, bonés e impressos em geral. 
  
Maiores informações através do e-mail associacaobaianaalergia@gmail.com ou pelo telefone (71) 9200-2016.
 


Associação Baiana de Pais e Amigos de Crianças com Alergia Alimentar
Bianca Gouveia
Presidente
ATENÇÃO: por favor, responda apenas "X" em assunto para que seu endereço seja retirado da lista. 
Esta é uma mensagem institucional, com base de endereços de e-mail pública e adquirida de forma lícita, sem nenhum fornecedor formal de cadastros.


"Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos."
Bezerra de Menezes

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Carnaval de barriga vazia

Prefeitura inicia tradição nos meses que antecedem o carnaval, limitando distribuição de alimentação especial para crianças com alergia alimentar

Está virando tradição a Prefeitura de Salvador, no mês que antecede o carnaval, limitar a distribuição da fórmula, à base de aminoácidos livres, único meio de alimentação para aquelas que possuem alergia alimentar. Para tentar resolver o problema, mães e representantes da ABAPAA (Associação Baiana de Pais e Amigos de Crianças com Alergia Alimentar), se reúnem hoje, com a advogada especialista em Direito Médico-Hospitalar, Marina Basile, na sede do escritório BCM Advogados, na Rua Itatuba, 201, Ed. Cosmopolitan Mix.
Desespero – Bianca Gouveia, mãe de Lucas (alergia múltipla) e presidente da Abappa, se sente humilhada em relação à situação, além de ter que contornar transtornos para complementar a alimentação de Lucas. "Todo carnaval é isso. Eles dizem que não tem dinheiro. Que a verba não deu para comprar as latas de todos que fazem parte do programa. Então, eles ratearam a quantidade que tem entre as mães. Eu ainda dou sorte, pois só me tiraram uma lata das nove que recebo. Só que Lucas está precisando de 11 latas e nós só recebemos oito. Além disso, eles queriam marcar a próxima consulta de meu filho para o dia 18 de março. Mais de um mês entre as consultas! Perdi o controle e depois de muito discutir, consegui que marcassem para o dia 10 de março. Mas a nutricionista já me disse que eu vou até lá no dia 10, mas não existirão novas latas da fórmula por causa do carnaval!"

Direito assegurado - Problemas com o fornecimento das fórmulas vêem se tornando rotina na capital baiana. No final do ano de 2009, a Prefeitura Municipal do Salvador suspendeu a distribuição das latas às famílias das crianças portadoras de alergia, alegando problemas na licitação. Segundo Gouveia, as crianças que se alimentam exclusivamente dessa fórmula usam em média 15 unidades por mês. "A redução que tentaram implementar na época seria considerável, um total de  cinco latas por família", explica. Graças à ação da Abapaa, junto aos meios de comunicação, a situação foi regularizada em tempo, não ocasionando problemas mais graves. 

Contudo, o problema vai além das ações da Abapaa. Segundo a advogada especialista Marina Basile (BCM advogados), não existe lei especifica para o caso. "O que é preciso entender é que a Constituição Federal de 1988 reservou um lugar de destaque para a saúde, tratando-a, de modo inédito no constitucionalismo pátrio, como um verdadeiro direito fundamental e estabelecendo, no art. 196, que ela é direito de todos e dever do Estado". Dessa forma, segundo Basile, o Estado deve garantir, "mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação", explica.

A advogada ressalta ainda que, desse modo, dentro da chamada "reserva do possível", o cumprimento dos direitos sociais pelo Poder Público pode ser exigido judicialmente, "cabendo ao Judiciário, diante da inércia governamental na realização de um dever imposto, constitucionalmente, proporcionar as medidas necessárias ao cumprimento do direito fundamental em jogo, com vistas à máxima efetividade da Constituição.

Dever do Estado - Basile acredita que se tem entendido, de forma quase pacífica na jurisprudência, que o direito à saúde, confere ao seu titular (ou seja, a todos) a pretensão de exigir diretamente do Estado que providencie os meios materiais para o gozo desse direito, como, por exemplo, o fornecimento da fórmula em questão, até quando for necessário, de acordo com o relatório médico. "As alegações de negativa de efetivação de um direito social com base no argumento da reserva do possível deve ser sempre analisada com desconfiança. Não basta simplesmente alegar que não há possibilidades financeiras de se cumprir a ordem judicial; é preciso demonstrá-la", dia a especialista. 

domingo, 23 de janeiro de 2011

SUGESTÃO DE PAUTA - Alérgicos em Salvador agora têm espaço específico para consumo de alimentos

Alérgicos em Salvador agora têm espaço específico para consumo de alimentos


Com o objetivo de atender a um público mais que especial em Salvador, o Armazém da Alergia, que começou a funcionar no início do mês de janeiro desse ano, na Rua das Rosas n.18, Loja 1, Pituba, de segunda à sexta das 09:00 às 19:00 horas e aos sábados das 09:00 às 17:00 horas, chega ao mercado oferecendo todo os tipos de produtos nas linhas alimentar, respiratória e dermatológica para pessoas alérgicas.
A idéia nasceu da experiência de uma das sócias que, por enfrentar o dia-a-dia difícil do filho que nasceu com alergia alimentar múltipla na aquisição de produtos direcionados especificamente para esse público, descobriu a necessidade de ajudar outras pessoas.

Com apoio da Abapaa (Associação Baiana de Pais e Amigos de crianças com Alergia Alimentar), o Armazém da Alergia é administrado por profissionais com vasta atuação na área de saúde. A empresa abraça o compromisso de melhorar sempre a vida das pessoas, não só aquelas que apresentam alergias e intolerâncias, mas qualquer um que busque uma vida mais saudável,  através do consumo de produtos de qualidade e atendimento de excelência.

Armazém da Alergia
Uma loja completa, ajudando você a construir uma vida mais saudável!


 Rua das Rosas n.18, Loja 1, Pituba. Salvador|Ba 
71. 4141-1513 

ABAPAA - Associação Baiana de Pais e Amigos de Crianças com Alergia Alimentar

sábado, 20 de novembro de 2010

Uma vida de privações

Restrição alimentar e problemas de fornecimento são alguns dos problemas enfrentados pelas famílias que têm que conviver com a alergia alimentar.

Por Helane Carine Aragão

A mãe de Lucas, dois anos, comemorou no último dia das crianças uma vitória. Seu “chaverinho”, como se refere ao filho, ultrapassou, “finalmente os tão sonhados dez quilos”. O que parece ser um problema de desnutrição das regiões mais pobres do país, não é. Lucas desnutriu por conta de alergia alimentar múltipla, problema que assola a família desde o nascimento do pequeno. “Foram meses bem difíceis. Mas agora ele está em plana recuperação nutricional (13g/Kg/dia)”, explica Bianca Gouveia, mãe de Lucas, fisioterapeuta formada pela UCSal, especialista em terapia intensiva pela USP e fisiologia do exercício pela UNIFESP, além de presidente da Associação Baiana de Pais e Amigos de crianças com alergia Alimentar (Abapaa) e, atualmente, estudante do Curso de Nutrição, por conta do problema vivido em família. Segundo ela, o fato é para comemorar e muito. “Brinco que, daqui para o fim do ano, meu filho vai rolar de tão gordinho!” ri a mãe, satisfeita com a novidade.

Vitória de poucos - A vitória de Lucas e a condição que a família dele encontra para sobreviver com o problema, infelizmente, não acontecem da mesma forma entre outros pacientes. “Com três meses de idade, Giovana foi internada por cinco dias na UTI do Hospital São Luiz Anália Franco (SP) e, posteriormente, diagnosticada a alergia, mediante comprovação através de exames laboratoriais. Desde então, foi inscrita no programa AME e vinha recebendo a fórmula infantil especial NEOCATE”. Quem relata a história é a mãe de Giovana, Fabiana F. Gomes. Com o uso do NEOCATE a menina encontrava-se sem nenhum sintoma alérgico.

O que acontece com a maioria das famílias que lidam com a questão alimentar é que, uma lata dessa fórmula utilizada na alimentação de pessoas com alergia alimentar custa entre R$350,00 e R$ 500,00 e não dura mais que uma semana. O programa federal na qual a mãe de Giovana a inscreveu fornece uma quantidade de latas de aproximadamente 400 gramas cada, o que às vezes não supre a demanda alimentar. Fabiana conta que no mês de Setembro desse ano, o Governo disponibilizou um produto similar para a mesma finalidade, o AMINOMED, do laboratório alemão Comidamed, importado pela empresa CMW. “Após introdução desta fórmula, todos os sintomas da alergia voltaram: diarréia líquida, tosse, secreção, dermatite atópica, vômitos e barriga estufada”.

Fabiana procurou auxílio junto a pediatra da família que recomendou a suspensão imediata do AMINOMED e reintrodução do NEOCATE. Feito isto, a mãe observou que os sintomas desapareceram e filha melhorou, consideravelmente. “A pediatra comentou que a grande diferença entre os dois leites é que o substituto do NEOCATE tem óleo de peixe e muitas crianças com alergia a proteína do leite também tem essa restrição. No dia 29/09/2010, fui até a ouvidoria do Ministério da Saúde do Estado de São Paulo e soube que parte do lote do AMINOMED foi recolhido e que existem outras crianças na mesma situação que a minha filha. Foi-me dito ainda, com todas as letras, que o governo não iria mais comprar o NEOCATE, então Giovana ficará sem a fórmula já que ela não se adaptou ao Aminomed”, desabafa a mãe da criança que agora não sabe como proceder já que para comprar o NEOCATE ela precisará de um aporte de mais de seis mil reais mensais no orçamento familiar.

Direito assegurado - Um problema com o fornecimento das fórmulas já aconteceu no final do ano de 2009 na capital baiana, onde a Prefeitura Municipal do Salvador suspendeu a distribuição das latas às famílias das crianças portadoras de alergia, alegando problemas na licitação. Segundo Gouveia, presidente da Abapaa, as crianças que se alimentam exclusivamente dessa fórmula usam em média 15 unidades por mês. “A redução que tentaram implementar na época seria considerável, um total de cinco latas por família”, explica. Graças a ação da Abapaa, junto aos meios de comunicação, a situação foi regularizada em tempo de não causar problemas mais graves.

Contudo, o problema vai além das ações da Abapaa. Segundo a advogada especialista em Direito Médico-Hospitalar Marina Basile (BCM advogados) diz que não existe lei especifica para o caso. “O que é preciso entender é que a Constituição Federal de 1988 reservou um lugar de destaque para a saúde, tratando-a, de modo inédito no constitucionalismo pátrio, como um verdadeiro direito fundamental e estabelecendo, no art. 196, que ela é direito de todos e dever do Estado”.

Dessa forma, segundo a especialista o Estado deve garantir, “mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. A advogada explica ainda que, desse modo, dentro da chamada "reserva do possível", o cumprimento dos direitos sociais pelo Poder Público pode ser exigido judicialmente, “cabendo ao Judiciário, diante da inércia governamental na realização de um dever imposto, constitucionalmente, proporcionar as medidas necessárias ao cumprimento do direito fundamental em jogo, com vistas à máxima efetividade da Constituição. E com este fundamento que as mães de Giovana e Lucas podem ajuizar uma ação para garantir os direitos dos seus filhos”, orienta.

Dever do Estado - Basile acredita que se tem entendido, de forma quase pacífica na jurisprudência, que o direito à saúde, consagrado no art. 196, da CF/88, confere ao seu titular (ou seja, a todos) a pretensão de exigir diretamente do Estado que providencie os meios materiais para o gozo desse direito, como, por exemplo, o fornecimento do NEOCATE para a criança até quando for necessário, de acordo com o relatório médico. “As alegações de negativa de efetivação de um direito social com base no argumento da reserva do possível deve ser sempre analisada com desconfiança. Não basta simplesmente alegar que não há possibilidades financeiras de se cumprir a ordem judicial; é preciso demonstrá-la. A especialista cita ainda o ministro Celso de Mello, que ao apreciar a petição 1.246-SC decidiu que:

(...) entre proteger a inviolabilidade do direito à vida e à saúde, que se qualifica como direito subjetivo inalienável assegurado a todos pela própria Constituição da República (art. 5º, caput e art. 196), ou fazer prevalecer, contra essa prerrogativa fundamental, um interesse financeiro e secundário do Estado, entendo - uma vez configurado esse dilema - que razões de ordem ético-jurídica impõem ao julgador uma só e possível opção: aquela que privilegia o respeito indeclinável à vida e à saúde humana.

Ausência de informações - Como se não bastasse todos os problemas já enfrentados, outra questão versa sobre a falta de informação nutricional de alguns produtos que não expõe claramente nos rótulos a existência de substâncias nocivas aos portadores de alergia. Segundo Basile, não existe uma legislação especifica sobre alérgenos. “Pela legislação brasileira as empresas produtoras de alimentos não são obrigadas a rotular em suas embalagens com a presença de alérgenos.

O que existe atualmente é a obrigatoriedade apenas da advertência na rotulagem dos alimentos que contem o glúten, proteína presente no trigo, malte e cevada, através da Lei Federal n° 8.543, de 23 de dezembro de 1992. A lei n.º 11.265/2006 acrescenta alguns itens, como leite, cevada, similares de origem vegetal, mas tão somente para produtos da primeira infância e lactantes”.

Segundo Basile, é um direto básico do consumidor a informação clara e precisa sobre os produtos adquiridos. Para Gouveia, todas as embalagens deveriam advertir com a frase “Contém o Alérgeno X”, ou então, “Pode Conter Traços do Alérgeno X”. Segundo ela, algumas empresas já apresentam essa informação nos seus rótulos, mas é uma parcela bem pequena da indústria. “Aquelas que agem dessa forma, expõem a informação em letras bem pequenas, no final de um monte de outras informações”, queixa-se.

Cuidados importantes - A Abapaa, orienta as pessoas que apresentam alergia alimentar a ligar para o SAC das empresas para descobrir se o alimento apresenta em sua composição as proteínas causadoras dos sintomas alérgicos. “E mais ainda”, ressalta a presidente da Associação, “se o alimento apresenta traços dos alérgenos ou contaminação cruzada (quando é feito em um mesmo maquinário o processamento de outros alimentos).” A presidente explica que mesmo que haja a limpeza da máquina, podem restar algumas proteínas que acabam adquirindo quantidades mínimas, mas suficientes, para desencadear alergia”, explica.

A Abapaa esclarece que o que cura a alergia é a dieta de restrição e não o uso de fórmulas especiais. Estas são utilizadas se não for possível a amamentação. Caso a mãe ainda amamente, deve-se estimular essa conduta.

Para saber mais:

ABAPAA – Ass.Baiana de Pais e Amigos de Crianças com Alergia Alimentar
http://abapaa.blogspot.com/

BCM Advogados
http://www.bcaa.adv.br

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Ciclo de Atualização Científica em Alergia Alimentar

Helane Carine Aragão

Acontece no dia 20 de setembro, a partir das 19h, no auditório térreo da Faculdade Estácio-FIB, campus Gilberto Gil, rua Xingú, no bairro Stiep, mais uma etapa do Ciclo de Atualização Científica em Alergia Alimentar. A primeira das três palestras que compõe o encontro debaterá o “Tratamento da Alergia Alimentar”.

O objetivo do evento é promover a discussão a respeito da alergia alimentar, com o propósito de despertar o interesse da comunidade em relação a um tema que acomete 6% das crianças até três anos de idade e 3,5% dos adultos no mundo, além de capacitar e atualizar os estudantes e profissionais da área de saúde.

O ciclo, que mantém programação nos dias 18 de outubro e 22 de novembro com os temas: “Distúrbios Oromiofuncionais na Alergia Alimentar” e “Probióticos na Alergia Alimentar”, faz parte do projeto de Educação Continuada em Alergia Alimentar em parceria com a ABAPAA (Associação Baiana de Pais e Amigos de Crianças com Alergia Alimentar) e o curso de Nutrição da Estácio-FIB.

As inscrições podem ser realizadas através do e-mail associacaobaianaalergia@yahoo.com.br ou no dia do evento, a depender do número de vagas disponíveis. O Investimento é de R$ 5,00 (cinco reais) e 1Kg (um quilo) de alimento não perecível, entregues na chegada para a palestra. Será emitido certificado apenas para os inscritos por e-mail com 48 horas de antecedência do início do evento.

O Ciclo de atualização já aconteceu no primeiro semestre desse ano, quando foram discutidos os temas “Problemas nutricionais relacionados a alergia alimentar na infância”, com a nutricionista Sandra Valois e “Doença celíaca” com a gastropediatra Kátia Baptista.

A alergia alimentar é uma reação adversa a alimentos envolvendo mecanismos imunológicos. Cerca de 90% das reações são causadas por um grupo de oito alimentos: leite de vaca, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar. Nem todas as famílias podem arcar com o custo da fórmula utilizada na dieta das crianças com alergia alimentar dependendo, assim, do Estado para a sobrevivência.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Grupo de discussão ABAPAA

A ABAPAA também tem um grupo de discussão. Ele anda bem parado, é verdade. Mas seria bem interessante reativar, não é?

A idéia do grupo de discussão é ser uma ferramenta para troca de artigos, discussão dos mesmos, troca de informações sobre receitas, alimentos confiáveis ou não, desabafos, idéias novas, experiências com a alergia alimentar. Enfim um "lugar" para conversarmos.

E então, quer participar?

Para mandar uma mensagem: abapaa@yahoogrupos.com.br
Para se inscrever no grupo: unscribe-abapaa@yahoogrupos.com.br

ABAPAA - Associação Baiana de Pais e Amigos de Crianças com Alergia Alimentar
E-mail: associacaobaianaalergia@yahoo.com.br
Grupo de Discussões: abapaa@yahoogrupos.com.br
Comunidade no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=97102010
Blog: http://abapaa.blogspot.com

domingo, 6 de junho de 2010

Blogagem coletiva - Alergia Alimentar

Participem da primeira blogagem coletiva em defesa dos direitos das crianças alérgicas em terem acesso às fórmulas especiais para sua alimentação!

A alergia alimentar é uma reação adversa a alguns alimentos com envolvimento do sistema imunológico e vem crescendo a sua prevalência assustadoramente. O ideal para prevenir a alergia alimentar é que a mãe amamente em dieta de restrição do alérgeno em questão, amamente exclusivamente até os seis meses e continue amamentando por pelo menos dois anos.

No entanto sabemos que às vezes isso não é possível e a criança necessita se alimentar com fórmulas especiais: são os hidrolisados protéicos e as fórmulas à base de aminoácidos livres. Essas fórmulas possuem alto custo (podem chegar a custar R$ 500,00 uma lata de 400g). Esse valor elevado é inviável para a maioria das famílias brasileiras e por isso a necessidade de recorrer ao governo.

Infelizmente muitas vezes o direito de acesso às fórmulas não é garantido. De diversas maneiras isso acontece: não se têm acesso às fórmulas por não conseguir ingressar no programa de dispensação, atrasos na distribuição de quem já faz parte do programa, redução no quantitativo total sem avaliar a real necessidade da criança, ente outros.

É um verdadeiro descaso e um desrespeito o que vem acontecendo e nossos gestores estão esquecidos de uma premissa básica na nossa Constituição Federal: Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

Por isso convocamos todos vocês para participarem dessa blogagem coletiva!

Nos dias 05 e 06 de junho de 2010 publique um texto, uma foto, uma música a respeito da alergia alimentar e denuncie o descaso do poder público em relação a quem precisa das fórmulas de alto custo para alimentar seu filho. Espalhe essa idéia no orkut, blog, twitter, facebook, tumblr, feedly, fotolog.....

Pelos nossos direitos!

Bianca Gouveia

Presidente da ABAPAA



ABAPAA - Associação Baiana de Pais e Amigos de Crianças com Alergia Alimentar
E-mail: associacaobaianaalergia@yahoo.com.br
Grupo de Discussões: abapaa@yahoogrupos.com.br
Comunidade no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=97102010
Blog: http://abapaa.blogspot.com