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terça-feira, 19 de junho de 2012

Salvador lidera ranking do número de celulares no país

Média é de quase dois aparelhos por pessoa; economia é a justificativa


17.06.2012 |

Helane tem duas mãos, dois ouvidos e... quatro celulares! Os dados mais recentes da Agênci Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontam que cada soteropolitano tem, em média, dois celulares. Mas a jornalista Helane Carine Aragão acha pouco e comprou quatro, um de cada operadora. E garante que economiza com isso.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Debate aborda áreas de risco de Salvador

Evento é iniciativa da Câmara de Engenharia Civil do Crea-BA
Data: 14/04/2010 Notícias > Crea-BA

Aspectos relativos à topografia da cidade e as causas de deslizamentos de terra em períodos de chuva nortearam o debate promovido pela Câmara Especializada de Engenharia Civil (CEEC) do Crea-BA na noite da terça (12).
O diretor da Escola Politécnica da Ufba, Luis Edmundo Campos iniciou a discussão explicando que os efeitos causados pelas chuvas são fruto de uma crise social. “Temos duas alternativas. Uma é agir deslocando as pessoas das áreas de risco. A segunda, é aprender a conviver com o problema”. Campos demonstrou o processo de formação das infiltrações e reiterou a necessidade de alertar a população principalmente quanto aos riscos decorrentes da intensidade do acúmulo de água. “Os deslizamentos não acontecem porque está chovendo e sim pela quantidade de água infiltrada no solo”.
Na avaliação de Marco Túlio Oliveira, coordenador de áreas de riscos geológicos da Coordenadoria de Defesa Civil de Salvador (Codesal), o problema se agrava devido à ocupação desordenada nas regiões cadastradas pelo órgão como suscetíveis a acidente. “Só em Santa Luzia são 28 pontos de riscos. É necessária a formulação de um plano preventivo para conscientizar a população quanto ao remanejamento e as possibilidades de ocorrência de eventos trágicos”. Registros da Codesal mostram que em 2009, das 2.900 ocorrências de deslizamentos de terra 87,6% tiveram o lixo como agravante de causa.
O engenheiro Luis Edmundo salientou ainda que a falta de políticas e projetos que mantenham as pessoas distribuídas por região de maneira mais uniforme agravam a situação. “As chuvas apenas retratam a precariedade da ocupação na cidade. Quando não há coleta seletiva, o acúmulo de lixo independe da classe social”, afirmou.
Para o professor da Ufba, Carlos Henrique Medeiros, a razão de desastres é gerado pela ausência de uma engenharia social, aliada a falta de profissionais no ramo da geologia de engenharia. “O momento é de aproximação entre as associações para atuação conjunta para resolução dos problemas”.
Até as 18h30 a Codesal havia registrado 258 solicitações de emergência.

Engajamento da Câmara - Foi aprovado pela CEEC um plano de trabalho que prevê a realização de palestras, debates e encontros focados nas ações fiscalizadoras abrangidas pelo Crea. Segundo a coordenadora Rute Carvalhal, a proposta terá dois momentos. Um com a presença de convidados que colocarão em discussão assuntos relacionados à CEEC e em um segundo, os próprios conselheiros apresentam temas e relatam experiências profissionais. “Além disso, se pretende formular um documento sistematizando as propostas que por ventura surgirem e uma avaliação dos resultados do encontro”, informou a coordenadora.
Além das áreas de riscos, a Câmara de engenharia Civil já abordou avaliações e perícias. Para julho está agendado debate sobre a Via Expressa.


Por Helane Bomfim

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A situação dos portos no Estado da Bahia

Helane Carine Aragão

Foi tema da palestra apresentada na reunião plenária ordinária nº 1.618 da tarde da segunda (12) e teve a participação do diretor executivo da Associação de Usuários dos Portos da Bahia (Usuport), engenheiro Paulo Villa, que falou sobre o assunto.
Segundo Villa, a Bahia tem boa base portuária, reunindo os requisitos necessários à adequação de portos terminais e estaleiros. “Poucos são os portos mundiais que detém das características e reentrâncias de águas profundas como em Salvador, por exemplo”. O engenheiro explicou que o porto de Salvador há 40 anos não passa por intervenções e mantém o mesmo projeto de 100 anos atrás. “A situação é de uma infra-estrutura envelhecida, um terminal de contêiner saturado e regulação inexistente. A solução é a composição de uma gestão profissional para ampliação e regulação do modelo atual”.
A Bahia possui três portos (Salvador, Aratu e Ilhéus) e cresceu apenas 37% em movimentação de contêineres, entre os anos de 2004 e 2008, perdendo posições no ranking brasileiro para Pernambuco e Amazonas. “O porto da Baía de Todos os Santos, hoje, gera 6.500 empregos diretos e 25 mil indiretos. É a quinta atividade econômica do estado e é um ativo com valor estimado em U$ 1,5 bilhões.”
Questionado sobre o Porto do Sul do Estado e o Porto de Ilhéus, Villa afirma que a Usuport é favorável à construção do primeiro, apesar de a região, atualmente, só ter demanda para duas cargas: minério de ferro e grãos. “Para o porto atrair novos negócios, transformando-o em porto público, é necessário aguardar algumas décadas. A movimentação do Porto de Ilhéus tem bom potencial de aproveitamento para celulose, terminal de cruzeiro marítimo e comercial. Tudo isso sem conflitar com a cidade. Mas vale dizer que em Ilhéus o porto tem problemas na estrutura desde o momento da concepção”. O presidente do Crea-BA, engenheiro Jonas Dantas, disse ser inadmissível para o país que busca o desenvolvimento, possuir entraves em questões, sobretudo de infraestrutura que atrasem o processo.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Congressos microrregionais baianos do 7º CEP começam na segunda (15)

Helane Carine Aragão

Salvador, 12 de março de 2010

Os encontros preparatórios para o 7º Congresso Estadual de Profissionais – 7º CEP do Sistema Confea/Crea começam, na segunda-feira (15) e se estendem até 24 de março, nas 21 inspetorias do Crea-BA. O evento reúne profissionais da área tecnológica e antecede o encontro estadual que acontece de 19 a 21 de maio, em Salvador.

A proposta é discutir, regionalmente, estratégias e políticas que promovam a participação de engenheiros, arquitetos e agrônomos (em níveis técnico e superior) no desenvolvimento nacional e transformá-las em propostas que subsidiarão o encontro na capital. Os eixos temáticos são abrangentes e tratam de assuntos como formação, exercício e integração profissionais, organização do sistema e inserção internacional. O que se pretende é desenvolver ações de integração dos sistemas profissional e de formação. Outros temas são as diretrizes nacionais de fiscalização dos Creas, modelo de excelência em gestão e a função social do sistema Confea/Crea/Mútua. Doze delegados de cada estado eleitos nos CEP’s serão os representantes regionais com direito a voto na discussão do 7º Congresso Nacional de Profissionais (7º CNP) que ocorrerá em duas etapas: Cuiabá-MT, de 24 a 27 de agosto, durante a 67ª Semana Oficial da Engenharia (SOEAA), e em Brasília-DF, de 24 a 26 de novembro.

Confira o calendário das reuniões na Bahia:

15/3 - Irecê
15/3 - Teixeira de Freitas
15/3 - Luís Eduardo Magalhães
16/3 - Eunápolis
16/3 - Barreiras
16/3 - Jacobina
16/3 - Seabra
16/3 - Itaberaba
17/3 - Jequié
17/3 - Juazeiro
17/3 - Santa Maria da Vitória
17/3 - Vitória da Conquista
18/3 - Paulo Afonso
18/3 - Santo Antonio de Jesus
19/3 - Alagoinhas
19/3 - Feira de Santana
19/3 - Ilhéus
19/3 - Valença
19/3 - Guanambi
19/3 - Brumado
24/3 - Itabuna

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Crea Bahia aprova criação de inspetorias em Cruz das Almas e Ribeira do Pombal

Helane Carine Aragão

A criação de duas novas inspetorias nas cidades de Ribeira do Pombal e Cruz das Almas foi aprovada durante a reunião plenária ordinária nº 1.614 que aconteceu na tarde da segunda-feira (08), no auditório do Crea-BA. Segundo o presidente Jonas Dantas o redimensionamento geográfico da ação do Conselho é importante para o atendimento das demandas regionais. “A decisão está embasada no levantamento realizado pelo setor de fiscalização e que identifica a necessidade de maior atuação do Conselho nessas localidades”, explicou Dantas. O presidente reiterou a relevância da ampliação do número de inspetorias ao destacar que há 15 anos não se criava novos escritórios no interior do Estado o que dificultava o mapeamento mais apurado das necessidades locais.

A pauta da plenária incluiu também a apresentação do cronograma de reuniões do 7º Congresso Estadual de Profissionais pelo coordenador adjunto da comissão organizadora da Bahia, o engenheiro Caiuby Alves da Costa. Costa destacou os encontros regionais, nos meses de março, abril e maio, e que precedem ao Congresso Nacional (CNP), em agosto, em Cuiabá com o tema “Construindo uma Agenda Estratégica para o Sistema Profissional: desafios, oportunidades e visão de futuro”. Também foi apreciada, e aprovada pelo plenário, a prestação de contas do Crea-BA, referente ao 2009.
Na ocasião tomaram posse os novos conselheiros da casa os engenheiros Alexandre Costa e Silva e Arlinda Oliva, para as câmaras de engenharia elétrica e de engenharia civil, respectivamente.


Helane Bomfim

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Atelier "Arte em Jornal"

E quem disse que jornal só serve para ler, embalar peixe e limpar vidro? A artista Maria Ruth mostra que não é bem assim: Tudo feito de jornal.









O Atelier "Arte em jornal" fica no Empresarial Brotas Master, sala 116, Salvador-Ba. O telefone para contato: 71- 3489-8421.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Proposta de assessoria técnica agropecuária é discutida no Crea-BA

Uma proposta de modelo de gestão de assessoramento técnico no setor agropecuário baiano foi discutido na manhã desta terça-feira (15) na sede do Crea-Ba. A iniciativa foi da Câmara especializa de Agronomia do Conselho que reuniu o presidente da casa, engenheiro agrônomo Jonas Dantas, secretário de Agricultura, Roberto Muniz, o deputado Luiz Argolo e técnicos da EBDA, Ufba e outros orgãos. Segundo o secretário, falar de assistência técnica nesse setor é sinônimo de produção e distribuição de riqueza, além de inclusão social, através de geração de postos de trabalho, e congregamento de diferentes pólos de produção na Bahia. “Essa universalização só será possível com planejamento estratégico das ações de atuação, pois nenhum programa é efetivo só com a disponibilização de recursos. Sem investimento em pesquisa e uma estrutura operacional não será possível atender a demanda dos técnicos para desenvolvimento das atividades de assistência no agronegócio”, disse Muniz. Para ele, o grande desafio é retomar a confiança no setor agropecuário através de órgãos parceiros e estratégias regionais a fim de protagonizar a viabilidade da proposta de assessoria técnica.

O presidente do Crea-BA, Jonas Dantas, acredita que, através dos instrumentos já institucionalizados, como a Lei nº 11.888/2008 que garante assistência técnica em serviços de engenharia, arquitetura e agronomia para famílias de até 3 salários mínimos, é possível a redução do passivo habitacional, de mobilidade e estruturação urbana, demandados pela sociedade. “A gestão pública deve procurar meios de garantir a aplicabilidade desse instrumental, estabelecendo a integração entre os diversos setores da sociedade, com o propósito de mudar o modelo de política ainda excludente que presenciamos. O Crea se coloca aberto à discussão democrática de ideias que possam contribuir para a qualidade de vida da população”.

O encontro representa um avanço nos trabalhos conjuntos com a subcomissão presidida pelo deputado Luiz Argolo, que planeja, para 2010, uma pauta e uma rotina de reuniões que intensifiquem o desenvolvimento de um modelo de proposta para ser apresentada ao governo do estado visando a adequação das políticas implementadas e da aplicação de assessoria no setor agrário.

Helane Bomfim

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Seminário sobre tecnologia abriu as comemorações do 11 de dezembro na Bahia


As vantagens da utilização da energia nuclear, como ferramenta tecnológica para o desenvolvimento sustentável no Brasil, foi o assunto apresentado pelo chefe do escritório da Eletronuclear no Nordeste, engenheiro Carlos Henrique Mariz, na noite da quarta-feira (09), no Bahia Othon Palace, Ondina. A palestra, promovida pelo Crea-BA, com os apoios do Colégio Estadual de Entidades e do Núcleo Estadual Pensar o Brasil, abriu o I Seminário de Tecnologia e desenvolvimento, que marca as comemorações do Dia do Engenheiro e do Arquiteto na Bahia.

Segundo Mariz, o tema – energia nuclear – geralmente é considerado polêmico e a oportunidade criada pelo Conselho é o momento ideal para o esclarecimento de idéias a respeito do assunto, já que existe a possibilidade de instalação de uma usina nuclear entre os estados de Bahia e Pernambuco . “Na região nordeste é necessário trazer energia de fora ou produzir internamente para diminuir o déficit de consumo por habitante”, disse. Enquanto a produção mundial de energia depende da exploração do carvão mineral - 41% da energia elétrica do mundo é proveniente desse elemento, a França, detentora da tecnologia nuclear mais avançada, é responsável por 76% de toda a energia produzida. O Brasil ocupa a 10ª posição no globo na produção de energia elétrica (3%), mas está na posição 90º em consumo per capita. O engenheiro da Eletronuclear informou que 19 locais já foram selecionados para receber a nova central nuclear. “Na Bahia pontuamos cinco localidades que atendem aos 76 requisitos necessários para a implantação. Entre eles, a disponibilidade de recurso hídrico e a potencialidade da região escolhida para ampliação, no futuro, de até seis unidades, além do levantamento do impacto ambiental e com a comunidade local". Ele salientou que esse estudo realizado pela Eletrobrás sinaliza os lugares, mas a decisão final é definida pelo Governo Federal. “Tudo vai depender da competência municipal para manusear esse tipo de tecnologia. Prevê-se a instalação de duas usinas no Nordeste e duas no Sudeste, como pode não haver a construção de nenhuma”, explica. Carlos Mariz defende a utilização da energia nuclear no Brasil, alegando que ela reduz os motes geradores do efeito estufa, além de possuir menores custos de operação.

A mesa de abertura do evento que terminou na quinta-feira (10), teve a presença do vice-presidente do Crea-Ba, engenheiro civil Edgarde Cerqueira, a técnica Ineivea Farias, representando a Mútua, o secretário da Indústria e Comércio do Estado da Bahia, James Correia, o Secretário Municipal de transportes e infraestrutura, Almir Melo e os engenheiros coordenadores do Projeto Pensar o Brasil, Caiuby Alves da Costa (Estadual), que ressaltou a importância do evento quando o país – e o mundo – necessita de mudanças drásticas através da participação dos profissionais da área tecnológica, e José Carlos Xavier (Nacional). “Eu não concebo discutir a pauta de assuntos sugerida para esse seminário, meio ambiente, tecnologia e sustentabilidade, se não ficar claro que estas questões precisam estar atreladas à melhoria da qualidade de vida e inclusão social da população”, disse Xavier.

Confira os assuntos apresentados nos painéis do I Seminário de Tecnologia e desenvolvimento - A Tecnologia a serviço do Homem – no próximo post.

Helane Bomfim
Fonte: Ascom - Crea-BA Data: 11/12/

segunda-feira, 23 de novembro de 2009


A mesa redonda que encerrou as atividades do Seminário de Acessibilidade no Patrimônio Histórico e Cultural questionou a não empregabilidade integral da legislação que prevê a acessibilidade e apontou soluções mundiais de adaptação em patrimônios preservados. Implantação de elevadores, rampas, ampliação de portas e vias de acesso intervêm na estrutura original, mas possibilitam a inclusão social . A arquiteta e urbanista do Rio de Janeiro, Regina Cohen, citou Akkon, cidade de Israel, que tem mais de 3000 anos e que conseguiu permitir o deslocamento das pessoas com mobilidade reduzida, até nos mais antigos edifícios. “Os gestores implantaram rampas e elevadores, sem danificar a identidade cultural do local. Em museus, como o do Louvre, França, placas informativas em braile para deficientes visuais e mini-esculturas podem ser percebidas por deficientes visuais e/ou auditivos”. Cohen mostrou, através de fotografias que em outros museus da Europa, experiências com guias-áudio (Aparelho que fornece informação sonora), além da utilização de percursos tácteis, onde o visitante pode, através do toque, ter acesso a mapas e textos grafados nas paredes, que existem meios para permitir diferentes tipos de visitantes, o acesso à cultura.

Segundo o arquiteto e diretor de preservação do (IPAC) José Carlos da Mata, responsável por adaptações acessíveis nas Igrejas Nossa Senhora da Conceição, Rosário dos Pretos e Pilar em Salvador, os entraves que limitam a readequação de prédios e monumentos, retarda as adaptações necessárias em relação a acessibilidade. “O discurso é sempre o mesmo. Alterar estruturas antigas tem custos elevados. Mas as soluções existem e podem ser implementadas para acompanhar o processo de desenvolvimento de uma cidade”, finalizou.

Participaram do evento que aconteceu na sede do Crea, na quinta-feira,19, o advogado e consultor da EMBASA, Paulo Damasceno e as arquitetas Elisabete Gândara Rosa, componente do GT de acessibilidade do Crea-Ba e Vivian Lene, especialista em restauração de conjuntos monumentais.

Helane Bomfim
Ascom / Crea-BA

Acessibilidade - Parte II


Os projetos pensados para o Centro Antigo de Salvador (CAS), apresentados pelos arquitetos Beatriz Lima e Itamar Kalil, apontaram os problemas sociais no entorno e em 170 equipamentos culturais visitados. “Uma pesquisa realizada na cidade apontou o maior índice (4,2) de acessibilidade na Praça do Campo Grande. Esse indicador, que determinamos entre 0 a 10, não é considerado satisfatório”. O centro Antigo possui 7mk2 e já perdeu 54 mil residentes conforme dados apresentados por Lima. Os problemas sociais foram levantados para compor um plano de revitalização do Pelourinho por meio de alternativas sustentáveis. “Segundo uma pesquisa da CODESAL(2009), 224 imóveis estão fechados e 50% abrigam eles apresentam alto risco de desabamento. Além disso, os preços trabalhados nos produtos e serviços do Centro Histórico está entre os mais caros da cidade” explicou a arquiteta. Kalil lembrou que dos 25 milhões de deficientes do Brasil, mais de 5 milhões possuem deficiência motora e 70% desse total vive abaixa da linha da pobreza. “Precisamos deixar muito claro que a questão da locomoção é mais que transporte e trânsito”, alertou.

A mesma realidade constatou a teóloga Zenira Rebouças, militante do segmento das pessoas com deficiência. “O Sonho de técnicos não é o dos gestores. Na prática existem muitos documentos que pregam a legalidade de acesso, mas na prática, somos nós que sabemos como é andar na cidade. Não consigo nem descer uma rampa de frente. Na revitalização da região do Comércio não existe rampas para cadeirantes, nem banheiros acessíveis”. Segundo Rebouças, o poder público precisa repensar as políticas que planejam e constroem a cidade só para alguns. “Salvador deve ser de todos!”, diz.

Escadas que excluem - A questão das escadas foi assunto discutido pela convidada de Porto Alegre, a arquiteta Flávia Boni Licht, que falou desse, segundo ela, dificultador aquitetônico urbanístico. “A escada que foi criada para ser um facilitador de locomoção e unir dois pontos e pessoas, se torna uma barreira em algumas situações. Aqui, ela é tratada como elemento de segregação”, afirma. Desde as suas origens, segundo a arquiteta, no Egito Antigo durante as construções das pirâmides, a escada servia tanto para guardar segredos e tesouros, como para dificultar o acesso a essas relíquias. “Esse equipamento urbano, existente nas vias de acessos de alguns museus, por exemplo, ditam quem pode e quem não tem permissão para estar presente em um lugar”. Licht acredita que as intervenções nos edifícios preservados como patrimônio cultural são bens vindas se mantidas as relações originais de um monumento.

Leia sobre a mesa redonda que encerrou o seminário no próximo post

Helane Bomfim
Ascom / Crea-BA

Acessibilidade - Parte I


Alternativas para preservar os imóveis tombados e adaptá-los para atender as necessidades dos portadores de deficiência nortearam os debates do Seminário de Acessibilidade no Patrimônio Histórico e Cultural, aberto ao público, na quinta-feira (19), no auditório do Crea-BA. Durante toda a tarde, especialistas de vários estados brasileiros discutiram os entraves legislativos que impedem que medidas de acessibilidade sejam instituídas em edificações tombadas. O presidente da casa, Jonas Dantas, ressaltou que o encontro busca o alinhamento entre os profissionais envolvidos nas questões de acessibilidade da capital e especificamente no Centro histórico. “Essa iniciativa começou há três anos, com ações focadas na resolução dos problemas relacionados às barreiras físicas que promovem a exclusão social tanto para população baiana quanto àqueles que nos visitam”. Para Dantas, a necessidade de readequação do espaço urbano para reduzir os transtornos de locomoção se faz presente embate de ideias sobre o assunto em benefício da sociedade.


Foco no Patrimônio – “A ideia de patrimônio vai além e amplia o entendimento sobre o tombamento de monumentos e edificações. O samba de roda do Recôncavo, a figura da baiana de acarajé, a capoeira, além do carnaval da cidade de Maragogipe (BA) são tesouros preservados e reconhecidos como identidade cultural do povo baiano”, disse o diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), Frederico Mendonça, ao começar o painel sobre “Patrimônio Cultural: preservar por quê?”.

Segundo Mendonça, Salvador sofreu um processo de urbanização acelerada, sem contemplar a reestruturação natural do espaço, o que promoveu um amontoado de monumentos históricos em uma região específica do centro da capital baiana. “A relação entre patrimônio e o mercado imobiliário em expansão é uma disputa polêmica sobre a preservação do que é referência de identidade, versus a busca pela contemporaneidade”. Ele acredita que o tombar só se faz relevante através do seu uso. “Alguns prédios foram concebidos em uma realidade adversa a atual. 60% dos visitantes do Pelourinho desconhecem os motivos dessa área se tornar patrimônio mundial. A falta de acesso em locais tombados não é um problema, e sim um desafio a ser vencido”, concluiu. Participarão da mesa de abertura do evento a arquiteta e engenheira civil, Telma Vírgínia, representante da Fundação Mário Ferreira Leal, o Monsenhor Ademar Dantas, pároco da Catedral Basílica de Salvador e Rosana Lago, pela Comissão Civil de Acessibilidade de Salvador (COCAS).

Veja mais sobre o Seminário no próximo post.

Helane Bomfim
Ascom / Crea-BA

domingo, 25 de outubro de 2009

Preocupação socioambiental encerra semana Nacional de Fiscalização na Mineração.


Salvador, 23 de outubro de 2009

A I Semana Nacional de Fiscalização na Mineração, promovida pelo Sistema Confea/Crea, encerrou na sede do Crea-BA na tarde dessa sexta-feira(23), com a formação de uma mesa redonda formada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto do Meio Ambiente – Bahia (IMA) e pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) que tratou do tema “Mineração com Responsabilidade Socioambiental”.

O Geólogo Paulo Magno (DNPM) ressaltou que para realização de exploração de recursos minerais é imprescindível a existência de licença ambiental. “Toda intervenção humana gera impacto direto no meio ambiente. O técnico de fiscalização precisa estar muito atento à cobrança da regularidade desse documento”. O geólogo apresentou imagens de regiões na Bahia que sofrem devastação como a região de Lençóis (Chapada Diamantina), Sauípe, Poções – pela extração de amianto, Boquira – ação dos rejeitos de chumbo, e Cachoeiro do Itapemirim - através da ação da pedreira de mármore. Magno assegurou que a mineração legal permite a preservação de biomas e reflorestamento de áreas de minas então desativadas. “A Vale do Rio Doce é o exemplo de uma das empresas que se preocupa com a preservação do meio ambiente que está ao redor das suas unidades”.

O Superintendente do IBAMA e engenheiro civil, Célio Costa Pinto, explicou que o orgão é responsável pelo monitoramento, licenciamento e regulação dos usos dos recursos ambientais. “É importante lembrar que, a autarquia federal executa ações de políticas nacionais de meio ambiente, referentes às atribuições federais”. Segundo o engenheiro, o papel da licença ambiental é aliar o desenvolvimento econômico à conservação do meio ambiente. “Por isso se faz necessária a análise dos impactos para liberação da execução de projetos. Esse estudo deveria ser prévio, antecedendo até mesmo a concepção de propostas. A falta de licenciamento é um crime ambiental, previsto por lei, e pode gerar reclusão de seis meses e multas”. Costa Pinto chama a atenção para a necessidade de mais duas delegacias ambientais na Bahia. “Só existe uma em Ilhéus. O IBAMA já demonstrou a importância de pelos menos mais duas ao Governo do Estado. Uma em Lençóis e outra aqui, na Região Metropolitana”. O superintendente lembrou aos apresentes do aterramento da lagoa no Vale Encantado, com o apoio da prefeitura de Salvador, que configura descumprimento do código florestal.

A arquiteta Ana Cordeiro (IMA) disse que todo processo de licenciamento ambiental prevê participação popular da localidade envolvida. “Mas se percebe que os conflitos existentes não conseguem ser solucionados em apenas uma audiência pública. O IMA implantou oficinas preparatórias para tentar discutir todas as questões junto com a população, antes de emitir o parecer técnico e jurídico que libera a exploração”. Segundo Cordeiro, licenciar é interferir em ações a fim de preservar o meio ambiente. “A mineração legal pode, inclusive, desenvolver um município sem infraestrutura”.

O encontro foi encerrado com a apresentação da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) realizada na quarta-feira (22) pelo Crea-BA, DNPM e IMA, através de uma denúncia do IBAMA, sobre a retirada ilegal de cascalho e areia na Comunidade dos Mangues, em Mata de São João (BA). Marcos Freire (DNPM) explicou que a empresa infratora requereu licença de pesquisa para extração junto ao DNPM, mas que não tinha autorização para a comercialização dos recursos. “Estimamos que foram extraídos um volume de 4.076m3 de material, que equivale aproximadamente a R$ 40.768,00, valor que constará no processo”. Foi emitido um auto de paralisação no ato e um relatório de apuração da denúncia será encaminhado ao IBAMA para providências.


Helane Bomfim

terça-feira, 20 de outubro de 2009

I Semana Nacional de Fiscalização na Mineração na Bahia é tema da Plenária nº 1.606 no Crea-BA


A Reunião Plenária Ordinária nº 1.606, que aconteceu na tarde desta segunda-feira (19), abordou a importância da fiscalização na mineração no Estado da Bahia. O presidente da casa, engenheiro agrônomo Jonas Dantas, abriu a sessão saudando os engenheiros agrônomos pelo dia 12 de outubro. “Esse profissional é responsável pela projeção do desenvolvimento tecnológico e da qualidade dos serviços oferecidos à sociedade, impulsionando o crescimento nacional”. Dantas aproveitou a oportunidade para parabenizar os engenheiros elétricos Roberto Costa e Silva e Tereza Bahiense de Souza pelo espaço conquistado no Confea, através do processo eleitoral ocorrido no mês de setembro. Segundo Dantas, há três anos que não havia representantes da Bahia no Conselho Federal.
”.
O palestrante, Teobaldo Rodrigues de Oliveira Junior, geólogo e diretor do 7º distrito do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), apresentou a situação institucional do órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia e que tem como papel principal o controle ambiental de áreas mineradas e a preservação do patrimônio fossilífero. “Uma confusão é muito frequente. O proprietário de terra só detém a domínio do solo. O subsolo é de posse da União sendo necessária a autorização prévia por parte da DNPM para exploração”. Segundo Oliveira, a falta dessa licença configura dois crimes federais: um de natureza ambiental e o outro em relação à dilapidação patrimonial nacional. “A depender do tipo de registro, até 2000 hectares podem ser concedidos para exploração e um relatório técnico deverá ser apresentado anualmente com parecer de um profissional devidamente registrado no Sistema Crea.
Segundo o presidente do Crea-BA, o convênio com a DNPM é fundamental para a fiscalização dos profissionais da área, sobretudo pelo crescimento da atividade nos últimos três anos. “A finalidade não é punir. A nossa preocupação principal é estabelecer instrumentos que melhorem o desenvolvimento das atividades, criando uma relação de parceria com órgãos e entidades que possuam profissionais vinculados ao Conselho”, afirmou Dantas. O diretor da DNPM salientou que os principais problemas em denúncias encontradas e relacionadas ao Crea-BA são: Falsificação da Anotação de Responsabilidade Técnica, Falsificação de assinaturas nas ARTs – Estelionato - e uso de “laranjas” no requerimento de registros de extração. “Para tentar reduzir o número de fraudes, desde 2003 iniciamos o atendimento on-line, que antecede a pesquisa de áreas disponíveis para exploração, através de coordenadas fornecidas por GPS, e no preenchimento digital do cadastro e do pré-requerimento, que só é validado para análise quando entregue presencialmente na sede da DNPM”, explicou Oliveira.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Segurança nos gramados


As vistorias realizadas pelo Crea nos principais estádios baianos chamaram a atenção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Iniciadas em 2008, as Fiscalizações Preventivas Integradas focadas nos campos de futebol resultaram em relatórios encaminhados para a Promotoria Pública e para a Federação Baiana de Futebol (FBF). De posse desses documentos, a CBF convidou o regional baiano para integrar a equipe que trabalhou na elaboração de um plano de diretrizes básicas para inspeção predial em estádios de futebol. O intuito é atender às condições essenciais de segurança, conforto e acessibilidade desses equipamentos, além de definir parâmetros mínimos para a formulação de relatórios realizados por profissionais vinculados ao Sistema Confea/Crea.

Segundo o chefe de Gabinete do Crea, Giesi Nascimento, as orientações são importantes para que acidentes decorrentes da falta de manutenção predial, a exemplo do ocorrido no Estádio Octávio Mangabeira, Fonte Nova, em novembro de 2007, sejam evitados. “Estas diretrizes servirão como norma orientadora para os profissionais que realizam esse tipo de inspeção”, explica. “O guia é decorrente da regulamentação do Estatuto do Torcedor (Lei nº10.671, de 15 de março de 2005). O acidente no estádio baiano serviu apenas para reforçar a urgência de sua publicação”, esclarece Nascimento.

O documento foi formulado por técnicos da CBF conjuntamente com representantes dos Creas Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, que também mapearam os estádios de futebol nessas regiões. Além de conter itens como responsabilidade dos engenheiros, arquitetos e agrônomos, o texto amplia a fiscalização para setores da Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. Está expressa a obrigatoriedade de que essas inspeções sejam feitas por profissionais legalmente habilitados pelos Creas. A proposta é formar equipes multidisciplinares com representantes de diversas modalidades da engenharia, da arquitetura e da agronomia com formação profissional e experiência comprovadas.

As verificações previstas não estão restritas ao que prevê o Estatuto do Torcedor. O guia traz ainda tópicos para a execução uniforme do relatório, conforme o disposto da NBR 13.752/96: introdução, desenvolvimento, conclusão e uso de anexos.

O projeto de inspeções técnicas proposto pela CBF foi aprovado pelo Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea durante o Encontro de Lideranças ocorrido em fevereiro, em Brasília. Em março, o presidente Lula sancionou a sua obrigatoriedade.

Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003)
Além da segurança do torcedor, a Lei assegura também a acessibilidade de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida aos estádios. www.cbf.com.br

Parceiros do Crea nas vistorias
Ministério Público do Estado da Bahia, Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária (estadual e municipal), Polícia Militar, Sudesb e FBF./

Cuidadoooooo ! Tem TPM na área


Estudos revelam que 70% das brasileiras têm baixa produtividade no trabalho durante a Tensão Pré-Menstrual, a famosa TPM. Inimiga número 1 das mulheres e provocada por oscilações nos níveis de estrogênio (hormônio) ela se manifestada de 10 a 15 dias antes da menstruação.

Dependendo do tipo (A,C,D e H), a TPM vem acompanhada de uma série de alterações físicas e emocionais. A seguir, listamos os sintomas típicos e alternativas para amenizar os efeitos.

TIPO A
Ansiedade, irritabilidade e oscilações do humor.
Pratique ioga e alongamento.
TIPO C
Compulsão por açúcar, fadiga e dor de cabeça.
Faça caminhada, natação ou hidroginástica.
TIPO D
Depressão, confusão, insônia e perda de memória.
Indicam-se atividades aeróbias em grupo (dança ou lutas marciais).
TIPO H
Inchaço, ganho de peso e seios doloridos.
caminhada, natação ou hidroginástica.


Sinal verde


Alimentos ricos em fibras: pão e torrada integral, granola, farinha de maçã ou banana verde, linhaça, aveia, farelo de trigo e grão de soja.
E quando bater aquela vontade de comer um docinho opte por frutas: maçã, pêra, banana, ameixa e laranja. Uma barrinha de cereal também ajuda nessas horas.
Já as saladas verde-escuras como couve, brócolis e taioba, ricas em magnésio, melhoram a circulação sanguínea e atuam como diurético.
Alimentos diuréticos (pepino, a salsinha, a melancia, o melão e o abacaxi) também são indicados.
E pra diminuir aquela sensação de peso aposte na ingestão de água, sucos e chazinhos.

Sinal vermelho

O excesso de cafeína pode causar irritação, hiperatividade, ansiedade, cansaço e alteração de humor. Os produtos que contêm cafeína são: café, coca-cola, chá-preto, chá-mate e chocolate;
Deve-se reduzir o consumo de sal. Ele ajuda a reter líquidos que aumenta o inchaço do corpo;
É fundamental que não se consuma álcool nesta fase

De olho na Gramática

O alfabeto ganha três letras (k, y, w)

O trema desaparece de vez, exceto em nomes próprios e palavras estrangeiras, assim como as derivadas.

O hífen não poderá mais ser utilizado quando a primeira palavra terminar com vogal e a segunda começar com consoante. Se a palavra começar com “r” ou “s” duplica-se essas letras:autorretrato, antissocial.

Exceção: Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: Vice-rei, vice-almirante.

O hífen deverá ser usado quando a segunda palavra começar com b, h, r, m, n ou com a mesma vogal da primeira palavra.

Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h)

Outro caso de uso do hífen é quando a primeira palavra terminar com vogal ou consoante igual à segunda: contra-ataque.
Exceção: O prefixo “co” incorpora com a palavra que segue. Ex.: Coordenar, coobrigação, coocupante.

Quando o prefixo terminar por consoante e a palavra seguinte iniciar com a mesma consoante, o hífen será usado. Ex.: Inter-regional, sub-bibliotecário, super-resistente.

No caso do prefixo sub, usa-se sempre hífen com palavras iniciadas com “r”.
Com os prefixos circum e pan, usa-se hífen diante de palavras iniciadas por “m”, “n”, e vogal. Ex.: circum-navegação, pan-americano.

Com os prefixos “ex”, “sem”, “além”, “aquém”, “recém”, “pós”, “pré” e “pró” e com os sufixos de origem tupi-guarani: “açu”, “guaçu” e “mirim”, usa-se sempre hífen:
Ex.: além-mar, ex-aluno, pré-história, recém-casado, sem-terra, amoré-guaçu, capim-açu.

Acentuação
O acento agudo vai deixar de ser usado em alguns casos. Os ditongos* “éi” e “ói” das palavras paroxítonas não serão mais necessários. Agora fica assim: Jiboia, apoio, plateia, europeia

O sinal some no “i” e no “u” tônicos quando vierem depois de ditongo nas palavras paroxítonas**. feiúra => feiura.

Na letra “u” da família “que”, “qui”, “gue”, “gui”. Averigúe => Averigue.

O acento diferencial some em alguns casos. Pára => Para.
O acento diferencial continua em pôde/pode. A primeira é forma do verbo poder na terceira pessoa do singular no passado. A segunda é a mesma forma, só que no tempo presente.

Permanece também o acento diferencial em pôr (verbo)/por(preposição).

Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural. tem/têm; vem/vêm; mantém/mantêm; convém/convêm; detém/detêm.

É facultativo o uso do acento circunflexo das palavras forma (maneira)/fôrma(vasilha).

Não se usa mais acento agudo no “u” tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui.

No caso das pronúncias dos verbos terminados em guar, quar e quir como aguar. Ex.: averiguar e desaguar. Se forem pronunciadas com “a” ou “i” tônico, devem ser acentuadas. Ex.: Enxáguo, enxágue.

Se o “u” tônico for pronunciado: enxáguo, enxágue. No Brasil, a pronúncia mais usual é a primeira.

O acento circunflexo desaparece nas palavras terminadas em “êem” e “ôo”. Enjôo => Enjoo.

* As palavras terminadas com “éis”, “éu”, “éus”, “ói” e “óis”, (Exs.: herói, papéis e troféu) continuam com acento, pois são oxítonas e a última sílaba é mais forte.
** O acento permanece se o “i” ou “u” estiverem na última sílaba.
Ex.: Piauí e Tuiuiú.

Fontes: Michaelis, Jornal A Tarde, Tribuna da Bahia, Correio da Bahia.

DISTÚRBIOS DO SONO

Cansaço, sonolência e noites em claro? Cuidado! A insônia pode ser um problema grave para a saúde.

A insônia se caracteriza pela dificuldade em iniciar o sono ou em se manter dormindo, sendo que o principal prejuízo é o cansaço durante o dia pelas noites maldormidas, desregulando a rotina de reabilitação energética.

Segundo o presidente da Associação Brasileira do Sono - Regional Bahia, Francisco Hora Fontes, o sintoma mais importante do distúrbio do sono é a percepção de, ao acordar, não se sentir revitalizado. Esse fato não tem relação com o tempo que uma pessoa dorme. “Um indivíduo pode dormir oito horas e acordar cansado, assim como outro pode dormir apenas quatro horas e sentir-se refeito”, explica Fontes. Além disso, o professor da Ufba e especialista em medicina do sono alerta que irritabilidade, sonolência diurna e queda do rendimento físico e intelectual costumam acontecer quando existem problemas ao dormir.

Alguns tipos de distúrbios do sono:

Ronco - acontece quando se dorme de barriga para cima.
Apnéia - ocorre por problemas respiratórios. Ocasiona interrupções ou intervalos na respiração enquanto dormimos. Os principais sintomas são ronco alto e frequente; engasgos e sufocação durante o sono, dentre outros.
Narcolepsia - a narcolepsia é caracterizada por causar muito sono durante o dia e tendência a adormecer em horas inapropriadas.
Bruxismo - é um problema que tem como característica pelo ranger dos dentes durante o período de sono.
Pernas inquietas - acontece ao iniciar ou durante sono profundo. As pernas se mexem ocasionalmente, ocorrendo despertar brusco.

VOCÊ SABIA?
24% dos homens e 18% das mulheres de meia-idade roncam?
60% dos homens e 40% das mulheres acima dos 60 anos de idade roncam?
Um em cada 3 brasileiros tem problemas com o sono?

Remédios que induzem ao sono devem ser usados sob orientação médica.
Procure dormir e acordar em horários regulares todos os dias
Só vá para a cama quando estiver a ponto de dormir
Evite álcool e cafeína pelo menos 6 horas antes de ir dormir;
Não se alimente na hora de deitar;
Faça atividades físicas regularmente, menos à noite ou pelo menos quatro horas antes de dormir.

DICA CULTURAL


Filme - A PARTIDA

Ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009, o filme japonês A Partida (2008), de Yojiro Takita, conta a história de Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki), um músico especializado em violoncelo que toca em uma orquestra de Tóquio. Por não atrair o público, a orquestra é dissolvida.

Sem trabalho, Daigo é forçado a vender o instrumento musical e, junto com a esposa Mika (Ryoko Hirosue), voltar ao interior do Japão, para a cidade onde cresceu.
Ao ler o jornal, ele vê um anúncio de emprego com o título “Partidas” que imagina ser em uma empresa de turismo. Só depois de se candidatar à vaga, ele descobre que o trabalho é em uma empresa funerária e “Partida” significa preparar o corpo do defunto. Apesar de o trabalho ser desprezado, é através dele que Daigo começa a descobrir o sentido da vida.

Aprendendo a comer bem. Fuja das dietas milagrosas e aposte na reeducação alimentar


Dieta da Lua, da sopa, da proteína. Dieta das cores, do tipo sanguíneo, do tipo genético. Dieta para cada tipo de barriga, da linhaça, milagrosa. Quando o assunto é controlar o peso, algumas pessoas recorrem a diversas dietas que prometem emagrecer em curto espaço de tempo.

Não há nada errado em cuidar da saúde e querer se sentir bem com a própria imagem no espelho. A questão é que as dietas, que retiram da alimentação nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo, trazem sérios riscos à saúde. Outra desvantagem: quanto mais restritiva, maiores são as chances de os quilos perdidos voltarem rapidinho.

A nutricionista Rosana Chagas, da Clínica Nutrir, defende que a solução saudável está na reeducação alimentar. Segundo ela, a mudança de hábitos alimentares garante uma dieta equilibrada, com fonte de diversos nutrientes que irão ajudar na manutenção do peso, além de prevenir o aparecimento de doenças crônicas, cujo número tem crescido entre a população baiana.

“Uma dieta planejada consiste em uma variação de alimentos com ofertas de todos os grupos existentes, promovendo um equilíbrio nutricional entre carboidratos, lipídios, proteínas, vitaminas e sais minerais”, afirma Chagas.
Contudo, saber comer direito acarreta muito mais benefícios para o corpo do que o emagrecimento da silhueta. Ela é recomendada a todas as pessoas. “A mudança de hábito promove uma melhor qualidade de vida, melhora a disposição, previne doenças, retarda o envelhecimento e pode ser determinante no tratamento de algumas patologias”, explica a nutricionista.

Nossa colega Patrícia Otero diz que procurou uma nutricionista para cuidar de um problema de refluxo, assim como ganhar uns quilinhos com saúde. “Através da dieta receitada, resolvi o meu problema e passei a me alimentar melhor e adequadamente. Agora estamos iniciando um tratamento para cuidar da minha tensão pré-menstrual, que me causa muitas enxaquecas, através da alimentação”, conta Otero.

A médica Rosana, que acompanha Patrícia, afirma que a mudança de hábito deve passar por um fracionamento aumentado e redução de quantidades. “Deve-se aumentar o consumo de alimentos de origem vegetal o mais próximo do natural possível. É importante considerar o potencial funcional de alguns alimentos, como prevenção no aparecimento de câncer, melhora da imunidade, melhora do trânsito intestinal, disposição, humor e combate a depressão”.

Resultado da alimentação descontrolada
1 - Aumento de peso ou a obesidade
2 - Doenças cardiovasculares
3 - Elevação dos níveis de colesterol e triglicérides
4 - Desnutrição
5 - Diabetes

Valor nutricional zero
Refrigerantes, salgadinhos de pacotes, biscoitos recheados e balas

Grupo de alimentos

• Proteínas: importantes para a formação dos tecidos. Carnes, leite e derivados, ovos e leguminosas. Evite as carnes gordurosas e alimentos embutidos como salsicha, linguiça e salame.
• Carboidratos: fornecem a energia necessária para as funções do organismo. Pães, cereais, massas, doces e açúcar. Se ingeridos em excesso, a energia excedente será armazenada sob a forma de gordura.
• Gorduras: juntamente com as proteínas, compõem as células e os tecidos. Além disso, participam na formação de alguns hormônios e ajudam na absorção de vitaminas.
• Vitaminas e sais minerais: necessários ao correto funcionamento orgânico. Frutas (abacate, açaí, uva e manga são ricos em calorias e devem ser ingeridos com moderação), verduras e legumes. Os vegetais, além de estimular o funcionamento intestinal por serem ricos em fibras, causam sensação de saciedade e têm baixo teor de calorias.

Sinal vermelho
• Longos períodos sem se alimentar
• Sal em excesso aumenta a retenção de líquido
• Ingestão elevada de bebidas alcoólicas, doces e açúcar
• Utilizar a alimentação como válvula de escape para ansiedades

Faz bem...
• Fazer o maior número de refeições em pequena quantidade
• Ingerir entre 2 a 3 litros por dia
• Priorizar refeições ricas em verduras e legumes crus

Debate Mobilidade III- Demandas sociais X interesses políticos

A última mesa redonda do 2º Ciclo de Debates sobre a Copa de 2014, e que discutiu a Mobilidade que Salvador e a Região Metropolitana, no início da noite da terça-feira (6), no auditório do Crea-BA, abordou aspectos da administração pública e a qualidade dos serviços oferecidos pela rede de transporte da capital.

Coordenadora da mesa, a engenheira civil Ilce Marília, da Escola Politécnica, disse que o evento já havia sido programado pelo Crea e pelas entidades atentas à questões de acessibilidade urbana. “Com o advento da copa, atrelamos o tema a esta reunião, com a finalidade de discutir os impactos do Pós-copa. Se não gerar soluções, ao menos a discussão irá apontá-las”.

O arquiteto e urbanista Armando Branco provocou os presentes em relação a intervenção do governo do estado nas questões referentes a administração municipal, já que não existe cobrança por parte da sociedade civil organizada. Branco acredita que a mobilidade, assim como seu uso, estabelece o modelo de gestão de uma cidade. “Mobilidade começa ao sair de casa, a pé, e não poder andar sobre uma calçada. Existem soluções simples para esses assuntos. A prefeitura pode resolver a questão dos passeios metropolitanos, melhorando a qualidade dos caminhos para os pedestres e pessoas com mobilidade reduzida, com a inclusão de rampas de acesso”, listou o urbanista.


A visão do usuário acerca do transporte público que é oferecido em Salvador foi tratada pelo representante do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Salvador (SETPS), Horácio Brasil. “O indivíduo não gosta de ser transportado. Se pudesse ele trabalharia, moraria e teria acesso a todos os serviços necessários em sua rotina, em um mesmo lugar, sem precisar se locomover”.

Uma pesquisa apresentada por Brasil, realizada pelo STEPS em 2007 com 400 pessoas, revelou que entre as queixas da população, 66% reclamam da demora nos pontos de ônibus, 40% sobre a superlotação, 74% dos congestionamentos no trânsito e 97% em relação a segurança dentro dos coletivos. O preço da tarifa não está entre os cinco principais problemas. Segundo Brasil, a maneira com que as linhas de ônibus foram distribuídas, não atende a um esquema lógico. “Se traçarmos no mapa as rotas existentes, o final do traçado irá nos oferecer algo muito parecido a uma macarronada. Elas foram criadas para atender pedidos políticos e não a necessidade da população”.

O arquiteto e urbanista, Carl Von Hausenchild, atribui o caos no sistema de tráfego a má execução e aprovação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. “A cidade está de calças curtas, por não ter feito bem o dever de casa. Na concepção do documento, ninguém questionou se esse modelo de rede viária acompanharia o processo de desenvolvimento de Salvador e da região metropolitana”. Hausenchild acredita que a solução para os problemas de tráfego seja por meio de cobrança de responsabilidade ao Ministério das Cidades, que aprova os planos diretores.

O arquiteto e urbanista, Carlos Quirino, encerrou a reunião dizendo que os cidadãos perderam a capacidade de indignação. “A responsabilidade de continuarmos vivos, é nossa, porque aceitamos conviver com essa mobilidade que nos é oferecida”. Segundo Quirino, quando o poder público se faz em harmonia política e com participação da sociedade, os resultados deságuam em qualidade de vida para a sociedade.

Helane Bomfim
Data: 7/10/2009